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May 16 O anúncio novo da PT
Estes gajos são uns filhos de PTa? São sim, Sra.… Estes gajos são uns incompetentes e andam-nos a roubar por via disso? Sim, são e estão.
O novo serviço que agora oferecem, se funcionar como dizem, promete mudar a maneira como vivemos? Promete, e para bem melhor. (Espero que seja bem mais que uma mera questão fé, como o meo hoje é…)
March 10 Trabalhos de Faculdade100 Possibilidades de Habitar em Lisboa | Projecto IX | Francisco Costa | Fevereiro 2009
Pensar a Habitação | Protótipos de Arquitectura desde o Pós-Guerra | Teoria e História da Arquitectura e da Cidade I | DA/UAL | 20.1.2009 | Francisco Costa
Painéis Exposição de Carnide | Teatro em Carnide | Projecto VIII | DA/UAL | Julho 2008
Painéis expostos na junta de freguesia de Carnide em Julho de 2008 com o Projecto desenvolvido no final do 2º semestre na disciplina de Projecto VIII do 4º ano do curso de Arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa em colaboração com a Junta de Freguesia de Carnide no âmbito do Orçamento Participativo. Docentes: Arq. Manuel Graça Dias, Arq. Pedro Reis, Arq. Telmo Cruz (Construções)
Habitação de Luxo Na Estrela | Painéis Finais de Apresentação | Projecto VII | DA/UAL | Janeiro 2008 Docentes: Arq. Francisco Aires Mateus, Arq. Valentino Capelo de Sousa, Arq. João Santa-Rita (Construções) October 14 Construir 100 unidades de habitação em Lisboa – a definição de um problema.
Construir 100 unidades de habitação em Lisboa – a definição de um problema.
Projecto IX | Francisco Costa | 14.10.2008
Tal como outras metrópoles, Lisboa atravessa um momento de crise no que toca ao tema da habitação. A “terciarização” e consequente mono funcionalidade do centro das cidades faz com que cada vez menos pessoas aí fixem residência e que assim os centros urbanos e históricos atravessem um grave problema de desertificação.
Moram neste momento 550.000 pessoas no concelho de Lisboa, mas a capital perde cerca de 10.000 habitantes todos os anos para as suas periferias.
Apesar disso 2,1 milhões de pessoas continuam a deslocar-se para o centro de Lisboa todos os dias, mas quando percorremos as ruas da cidade fora das horas de expediente ou ao fim-de-semana temos a sensação assustadora de que falta gente a esta cidade, de que lhe falta densidade.
No entanto há hoje em Lisboa mais de 60.000 casas vazias prontas a habitar.
O problema da habitação não passa directamente pela arquitectura e pela construção de novas casas, é sim uma consequência directa da asfixia provocada pelo mercado imobiliário e de erros sucessivos nas políticas de habitação da cidade. Rui Tavares escreve uma sequência de duas crónicas n’”O Público” [1] onde desmonta e explica com clareza e sensatez o problema da habitação na cidade de Lisboa, problema que identifica como “«o» problema que mais precisa de ser repensado agora” na nossa cidade. Termina a segunda crónica dizendo que: “Se os prédios vazios são um desperdício, os prédios degradados são um verdadeiro delito contra a cidade.”
Afirmação que nos lança para outro tema dentro do problema complexo que é a habitação em Lisboa. Existem neste momento na cidade 4.681 edifícios devolutos, destes 400 são considerados prioritários por constituírem um perigo para a segurança pública e estão por isso à espera de ser demolidos, outros 226 têm os processos camarários resolvidos mas os seus proprietários não levantam as respectivas licenças de construção. Isto porque neste momento é mais rentável não fazer nada a um edifício devoluto e até deixa-lo cair do que fazer-lhe obras. O mercado imobiliário perverteu as lógicas da habitação. Há edifícios da baixa pombalina que mudam de donos sem estes nunca terem intervindo neles, pois o preço dos lotes está constantemente a ser inflacionado, e não pagando os donos um imposto mais caro por estes edifícios estarem vazios e por não sofrerem quaisquer obras de reabilitação, fica sem duvida mais lucrativo esperar simplesmente que estes se degradem e ficar com os avultados lucros da próxima venda.
Apesar de estes edifícios estarem desocupados com a desculpa de serem antigos, das casas serem pequenas, sem elevador e de não haver lugar para os automóveis, sabemos que essa não é uma razão válida para ficarem desabitados. Há muita gente que não muda para estas casas porque estas já não conseguem oferecer o mínimo de condições de habitabilidade devido há falta de manutenção ou porque o preço que o mercado imobiliário por elas exige é demasiado exagerado.
Alias, como foi dito numa das aulas, em Portugal, principalmente nos anos 70 e 80, e nas periferias das grandes cidades construiu-se muito e muito mal. Sendo estes edifícios que agora estão devolutos no centro das cidades anteriores a esta massificarão e deterioração da pratica da construção, têm na sua maioria melhores espaços, melhores soluções construtivas e estruturais e melhor desenho do que os que abundam pelas nossas periferias. Não será por isso difícil imaginar que com pequenas obras de reabilitação estes edifícios voltem a ser desejados pelas populações que foram forçadas a trocá-los por piores casas na periferia.
O arquitecto não faz nada sozinho, não conseguirá certamente sozinho e com um único projecto, resolver todos os problemas de uma cidade. Para isso é necessário existir uma estratégia e uma vontade politica. O arquitecto responde apenas ao pedido de um cliente e neste momento o que é pedido pelo “cliente” é que se construam 100 unidades de habitação na cidade. Apesar disso o arquitecto pode, e a meu ver deve sempre, posicionar a sua proposta de uma maneira critica face aos grandes problemas da cidade em que se insere. A Arquitectura é um elemento essencial da estratégia global de uma cidade para a resolução dos seus problemas.
Nesta linha de raciocínio, aquilo a que me proponho é em primeiro lugar procurar o habitar ideal para cidade de Lisboa. Tenciono projectar uma casa protótipo com uma tipologia flexível, construída com o mínimo essencial, em área e em custo, procurando alcançar ao mesmo tempo o máximo de qualidade espacial e de conforto, tendo em conta as condições climatéricas e geográficas da nossa cidade.
Em paralelo a esta pesquisa serão eleitos três locais no centro da cidade com características distintas para implantar estes protótipos, mas suficientemente grandes para poderem albergar no seu conjunto as 100 unidades de habitação. À partida estes três locais seriam: um lote completamente vazio; um lote onde existe uma pré-existência (uma fachada, ou resto de edifício); e um edifício devoluto com possibilidade de reabilitação.
É para mim obvio que os edifícios devolutos são um problema para ser tratado individualmente, pois estes foram construídos em épocas distintas, têm desenhos e tipologias variadas e estão inseridos em locais diferentes na cidade. Não podemos por isso estabelecer um modelo intervenção para edifícios devolutos. O que pretendo é tentar melhor adaptar caso a caso o protótipo de habitação que vou desenvolver, para criar habitações adequadas ao local e ao edifício em que se vão inserir, conferindo-lhes apesar disso todas as condições consideradas essenciais para um habitar qualificado na cidade de Lisboa.
É também claro que estes protótipos pretendem ser uma alternativa eficaz e qualificada à especulação imobiliária e rejeitam liminarmente por isso todos os autocolantes de luxo e etc. que se lhes possam colar.
Tenho a expectativa que, por si só e em conjunto, os onze trabalhos a serem apresentados no final do ano, através das 1100 habitações que vão ser propostas, dêem de alguma forma uma resposta coerente e se constituam uma reflexão para o problema actual da habitação na cidade de Lisboa.
[1] Rui Tavares. Os dois mercados. O Público, 15.09.2008
Rendas congeladas e casas congeladas. O Público, 17.09.2008 Como eu te compreendo...Estou desde dia 9 sem conseguir aceder ao meu e-maill (perfaz hoje o belo numero de 6 dias). Passei o fim-de-semana, a tarde de ontem, e meia hora da noite de hoje a falar ao telefone com atrasados mentais. O que eu suponho que aconteceu foi um erro qualquer de sistema ou assim que apagou o meu endereço de email da base de dados e eles agora não conseguem encontrar... nem criar de novo! São uns incompetentes do pior! Estou farto de passar horas ao telefone com atrasados mentais que trabalham num serviço de apoio ao cliente de uma empresa que fornece internet mas que nunca lhes ensinou sequer o que é um computador... e eles também nunca viram um! Santa paciência! Nem a função pública que tem a fama de ser “a escola da velha guarda da incompetência” consegue ser tão má... estes gajos ultrapassam todos os limites.
Mas agora finalmente deram-me um prazo para resolver o meu problema!!
E tu pensas... “Estamos no século XXI, tudo se faz com rapidez e velocidade de um click. Para quando é o prazo que eles me deram, sendo que hoje é dia 14 e eu estou sem email desde dia 9?"
"Dia 20 do 10 ás 15.00" foram as palavras exactas do brasileiro que me atendeu!(atentem no preciosismo das 15h!)
September 30 Não sou só eu a reclamar e a alarvar na EMEL!Belos Sketchs, muito divertidos, a chamar a atenção para o assalto que ocorre todos os dias nas ruas de Lisboa perpetuado pelos senhores de verde… Não fui eu que os encomendei, mas gostava de ter sido, ainda assim se fosse eu o sketch não acabaria sem lhes chamar na cara ladrões filhos da Ρμπα!
July 13 Teatro em Carnide | Projecto VIII | DA/UAL | Julho de 2008Projecto desenvolvido no final do 2º semestre na disciplina de Projecto VIII do 4º ano do curso de Arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa em colaboração com a Junta de Freguesia de Carnide no âmbito do Orçamento Participativo. O Projecto consiste num edifício com três corpos unidos por uma pala, que procura relacionar-se com a envolvente através da sua escala e da direcção assumida, tentando assim dar também uma geometria definida ao jardim criado no interior para o qual os corpos se abrem totalmente. A Ideia mais forte deste projecto, passa não por projectar apenas um edifício, mas sim por projectar um "Centro" para a freguesia de Carnide. Um pouco à imagem dos antigos Fóruns Romanos, procurou criar-se um grande espaço ao ar livre de carácter público, que reúne à sua volta uma série de serviços públicos que para ele se abrem. Assim pretende-se que este conjunto seja gerador de encontros e de vida entre os habitantes, um sítio onde as pessoas se reúnem para actividades de lazer, para trabalhar ou para debater os problemas da freguesia, saindo assim o seu sentimento de comunidade reforçado. No corpo colocado a sul, que deixa um afastamento das casas da Rua das Parreiras e que repete a sua escala e volumetria (ver esquemas de abordagem ao projecto), é colocada a sala de estudo e a Cafetaria/Restaurante. A sala de estudo é um espaço contínuo aberto ao jardim que é pontuado por dois volumes que albergam uma sala de aula e instalações sanitárias, configurando também a recepção a esta sala de estudo. Também neste corpo sul mas separado por um dos eixos condicionantes está a Cafetaria/Restaurante, que me pareceu mais acertado albergar também esta segunda função mais pesada para criar relações de concorrência mais fortes com os restaurantes existentes no Largo do Coreto e assim fixar um maior numero de pessoas nos horários de almoço e jantar. No eixo condicionante que sai do vazio da Rua das Parreiras é criada uma entrada para este complexo com uma pala que simula as coberturas de duas águas aí existentes. Do outro lado, no limite Norte do lote, é colocado um corpo de volumetria semelhante ao corpo sul que albergará a administração do espaço (que é basicamente constituída por 2 gabinetes, uma sala de reuniões e um espaço de recepção), um espaço de Átrio com Bilheteiras/Bengaleiro, e um espaço multiusos muito amplo, uma grande nave que poderia ser utilizado como espaço expositivo, ou ser subdividido para albergar aulas de dança e ateliers de pintura, ou para ensaiar as marchas populares. Integrados neste edifício estão também os acessos ao estacionamento subterrâneo, que conta com 60 lugares. A coroar este complexo estaria então o Teatro, que assume uma volumetria maior e mais livre, para ganhar uma presença forte no jardim e uma relação intensa com a rua, procurando também fazer a transição de escalas entre os edifícios de 1 e 2 pisos do centro histórico com os edifícios de habitação de 5 e 10 pisos da Travessa do Pregoeiro. Dividido em dois pisos, e desenhado com a capacidade de 195 pessoas na plateia, mais 30 em galeria, foi encarado também ele como um espaço multiusos que tendo todas as valências comuns num pequeno teatro clássico (foyer, caixa de palco, bastidores, sala de ensaios, camarins, etc.), poderia ainda albergar outro tipo de espectáculo, como concertos de musica, projecções, conferencias, ou reuniões com a população. Tratamento dado às fachadas deste complexo procura reforçar a ideia de criar um centro, já que para o exterior existe uma malha apertada de pilares de betão pré-fabricados (que procuram fazer um filtro desse mesmo exterior), e por oposição os edifícios abrem-se completamente ao interior, com grandes envidraçados, procurando ter assim uma relação mais intensa com o jardim criado. Para reforçar ainda mais esta relação existem palas com alturas variadas que se projectam para o exterior e que permitem uma estadia exterior mais abrigada aos utentes deste espaço. June 24 O seu a seu dono...November 01 “Paz, Pão Habitação… As Operações SAAL”Projecto VII | 31.10.2007 Francisco Costa | 20040027
“Paz, Pão Habitação… As Operações SAAL”
Por ocasião do festival DocLisboa tive a oportunidade de assistir ao documentário “Paz, Pão, Habitação… As Operações SAAL” de João Dias. Este documentário rodado entre 2005 e 2007, procura trazer aos dias de hoje memórias do imenso projecto que foi, pelo país de norte a sul, dar às populações carenciadas habitação condigna.
Lançado no primeiro governo do pós 25 de Abril pelo secretário de estado da habitação Arq. Nuno Portas, o Serviço de Apoio Ambulatório Local (SAAL), era constituído por equipas multidisciplinares nas quais havia arquitectos, engenheiros, juristas, entre outros, que em conjunto com as associações de moradores e em contacto directo com as populações, procuravam resolver o grave problema da habitação que se verificava na época em Portugal.
Sob o lema “Casas Sim! Barracas Não!” o documentário de noventa minutos de João Dias começa por nos apresentar 3 tipos diferentes de “SAAL”: Aquele que aconteceu no Sul, onde as populações melhor aderem ao programa, sendo elas mesmas a construir as suas casas, pagando o estado os materiais de construção e tendo apenas como coordenadores arquitectos e engenheiros, que passando por cima de regras e normativas conseguiram tornar este processo tão rápido quanto as graves carências das populações o exigiam. Um SAAL a Norte onde devido a uma menor influência do “espírito de Abril” nas populações que aqui se recusavam a ser elas a construir as suas casas tiveram de ser ditadas regras mais rígidas e com uma participação mais forte e isolada dos arquitectos em causa. E um SAAL no Centro (Lisboa) que não sendo um meio-termo entre os dois anteriores estava algures entre estas duas visões de SAAL quase que opostas.
O documentário retrata o espírito de esperança num futuro melhor que se vivia na altura, de pessoas que só queriam uma casa sua para morar, mas que ao mesmo tempo tinham uma crença profunda no real melhoramento das suas condições vida. É bonito de ver neste filme como disse Fernando Lopes “As pessoas a tomarem conta dos seus sonhos, da sua vida”.
No debate que se seguiu à projecção do filme o realizador afirmou que sendo este um projecto multidisciplinar era preciso “mostrar todas as faces do cubo”, algo que é de facto feito já que no documentário aparecem não só depoimentos dos arquitectos, bem como dos engenheiros, das populações que construíram e que ainda hoje habitam os bairros em questão, e de alguns políticos que estiveram envolvidos no programa. Assim o realizador procura não só informar de uma maneira imparcial e isenta com recurso a imagens de arquivo e ao redescobrir das habitações agora, bem como trazer aos dias de hoje “um problema que continua actual” e fazer um pouco de justiça já que, tendo este programa terminado abruptamente pouco depois do “Verão Quente” e tendo sido conotado como comunista foi desde aí mal amado e negligenciado, não sendo sequer aproveitado como um interessante caso de estudo de programa para habitação que é.
Outra questão muito pertinente levantada pelo realizador do filme, a qual eu subscrevo por completo, é como foi possível uma total “Demissão dos técnicos das problemáticas”? Mesmo que estes técnicos não sejam como é obvio só os arquitectos, pergunto me como foi possível o total afastamento dos grandes profissionais que estiveram directamente envolvidos nestes processos, grandes nomes da nossa arquitectura como Álvaro Siza Vieira e Alexandre Alves Costa no Porto ou Manuel Vicente, Gonçalo Byrne e Nuno Teotónio Pereira em Lisboa; Como é possível que estes arquitectos tivessem abandonado quase por completo o apoio directo às populações mais carenciadas?
Em dois outros filmes, o documentário “Lisboa Dentro” também inserido no festival DocLisboa e o filme “Juventude Em Marcha” do realizador Pedro Costa inserido no ciclo de cinema organizado pela Faculdade de Arquitectura de Lisboa que se realiza na Cinemateca, pude tomar melhor consciência dos sérios problemas que continuam a afectar as populações, numa questão directamente relacionada com a arquitectura (e com o SAAL): a Habitação. No primeiro são mostrados alguns exemplos dos 10.000 edifícios de habitação no centro de Lisboa que se encontram em avançado estado de degradação, que não oferecendo as mínimas condições de habitabilidade aos seus residentes provocam assim situações humanamente dramáticas. No Segundo é retratado o dramático processo de realojamento de comunidades na sua maioria de emigrantes do bairro de barracas das Fontainhas para blocos de habitação social. “Juventude em Marcha” mostra-nos o quão erradas foram estas soluções de “chave na mão” que o PER oferece às populações que vivem nas barracas que ao não terem sido ouvidas antes da construção das suas habitações, e sendo os únicos critérios a racionalização e a economia máximas, as pessoas não conseguem adaptar-se minimamente ás novas habitações, gerando-se por vezes histórias de contornos quase cómicos como a dos ciganos que ao não terem um quintal usam a banheira para fazer hortas ou para colocar os seus patos, ou histórias mais dramáticas em que num acto de desespero um habitante lança fogo ao seu apartamento para tentar humaniza-lo.
É certo que a arquitectura não resolve magicamente todos os problemas do mundo, mas já que nos dias que correm e com a classe politica sem se interessar pelos problemas reais das populações e principalmente das populações carenciadas que não têm voz ou expressão eleitoral, não seria tempo de tentar através da arquitectura ou mesmo da intervenção politica directa em governos como o fizeram no tempo do SAAL, os Arqts. Nuno Portas ou Gonçalo Ribeiro Teles, alertar para os problemas e as graves carências arquitectónicas que continuam hoje a existir?
Sendo a Arquitectura uma disciplina que pelo seu cariz artístico é uma “Voz do seu tempo”, à qual acresce uma enorme responsabilidade social e numa altura em que as populações abandonam cada vez mais a crença no poder politico, não caberia aos arquitectos, como nos tempos do saal, fazer a ligação directa entre as populações mais carenciadas e quem tem o poder de decidir para assim obter uma maior rapidez na resolução dos graves problemas da habitação que ainda hoje se verificam? Não deveriam ser os arquitectos maiores a dar o exemplo? Não falo só dos arquitectos maiores do nosso país mas sim ao nível mundial, as “superstars”, que todos os meses vemos nas revistas ou através da Internet a fazer projectos mais arrojados quer em termos meramente formais bem como em termos escandalosos ao nível orçamental, não deviam estes ser os primeiros, devido a sua exposição mediática, a dar o exemplo e ajudar em primeiro lugar aqueles que mais precisam de novas soluções de arquitectura para melhorar o seu nível de vida? Porque pode ser sempre altamente interessante e estimulante como exercício de arquitectura fazer habitação de luxo na Estrela, quem tem dinheiro não perde o direito a ela pelo simples facto de a poder pagar, mas ao mesmo tempo, ou ainda antes, não devem os arquitectos ajudar a resolver os problemas das situações extremas? Não tem o Arquitecto uma imensa responsabilidade social inerente à sua profissão?
Todas estas questões ainda sem resposta que agora levanto, me atormentam, não só como estudante de arquitectura ou futuro profissional da mesma, mas principalmente como cidadão minimamente consciente que habita neste mundo.
February 08 O CartoonDesenhei um Cartoon.. onde Maomé, o profeta, viola uma mulher, a Liberdade… estarei a viola-la também? Estarei a violar também uma outra, a Verdade?! Ou são eles, os que nele acreditam que as violam ás duas e a muitas outras todos os dias?
Isto tudo a propósito de outro ridículo cartoon do profeta que anda por ai aliado as leis barbaras que criou ele próprio á mais de 1600 anos…e que continuam a ceifar vidas. |
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