| Francisco 的个人资料Spazio KiKuX照片日志列表 | 帮助 |
|
7月13日 Teatro em Carnide | Projecto VIII | DA/UAL | Julho de 2008Projecto desenvolvido no final do 2º semestre na disciplina de Projecto VIII do 4º ano do curso de Arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa em colaboração com a Junta de Freguesia de Carnide no âmbito do Orçamento Participativo. O Projecto consiste num edifício com três corpos unidos por uma pala, que procura relacionar-se com a envolvente através da sua escala e da direcção assumida, tentando assim dar também uma geometria definida ao jardim criado no interior para o qual os corpos se abrem totalmente. A Ideia mais forte deste projecto, passa não por projectar apenas um edifício, mas sim por projectar um "Centro" para a freguesia de Carnide. Um pouco à imagem dos antigos Fóruns Romanos, procurou criar-se um grande espaço ao ar livre de carácter público, que reúne à sua volta uma série de serviços públicos que para ele se abrem. Assim pretende-se que este conjunto seja gerador de encontros e de vida entre os habitantes, um sítio onde as pessoas se reúnem para actividades de lazer, para trabalhar ou para debater os problemas da freguesia, saindo assim o seu sentimento de comunidade reforçado. No corpo colocado a sul, que deixa um afastamento das casas da Rua das Parreiras e que repete a sua escala e volumetria (ver esquemas de abordagem ao projecto), é colocada a sala de estudo e a Cafetaria/Restaurante. A sala de estudo é um espaço contínuo aberto ao jardim que é pontuado por dois volumes que albergam uma sala de aula e instalações sanitárias, configurando também a recepção a esta sala de estudo. Também neste corpo sul mas separado por um dos eixos condicionantes está a Cafetaria/Restaurante, que me pareceu mais acertado albergar também esta segunda função mais pesada para criar relações de concorrência mais fortes com os restaurantes existentes no Largo do Coreto e assim fixar um maior numero de pessoas nos horários de almoço e jantar. No eixo condicionante que sai do vazio da Rua das Parreiras é criada uma entrada para este complexo com uma pala que simula as coberturas de duas águas aí existentes. Do outro lado, no limite Norte do lote, é colocado um corpo de volumetria semelhante ao corpo sul que albergará a administração do espaço (que é basicamente constituída por 2 gabinetes, uma sala de reuniões e um espaço de recepção), um espaço de Átrio com Bilheteiras/Bengaleiro, e um espaço multiusos muito amplo, uma grande nave que poderia ser utilizado como espaço expositivo, ou ser subdividido para albergar aulas de dança e ateliers de pintura, ou para ensaiar as marchas populares. Integrados neste edifício estão também os acessos ao estacionamento subterrâneo, que conta com 60 lugares. A coroar este complexo estaria então o Teatro, que assume uma volumetria maior e mais livre, para ganhar uma presença forte no jardim e uma relação intensa com a rua, procurando também fazer a transição de escalas entre os edifícios de 1 e 2 pisos do centro histórico com os edifícios de habitação de 5 e 10 pisos da Travessa do Pregoeiro. Dividido em dois pisos, e desenhado com a capacidade de 195 pessoas na plateia, mais 30 em galeria, foi encarado também ele como um espaço multiusos que tendo todas as valências comuns num pequeno teatro clássico (foyer, caixa de palco, bastidores, sala de ensaios, camarins, etc.), poderia ainda albergar outro tipo de espectáculo, como concertos de musica, projecções, conferencias, ou reuniões com a população. Tratamento dado às fachadas deste complexo procura reforçar a ideia de criar um centro, já que para o exterior existe uma malha apertada de pilares de betão pré-fabricados (que procuram fazer um filtro desse mesmo exterior), e por oposição os edifícios abrem-se completamente ao interior, com grandes envidraçados, procurando ter assim uma relação mais intensa com o jardim criado. Para reforçar ainda mais esta relação existem palas com alturas variadas que se projectam para o exterior e que permitem uma estadia exterior mais abrigada aos utentes deste espaço. |
|
|